Barbour: o casaco que passa de geração em geração chegou à XTREME

Há casacos que se compram. E há casacos que se herdam. O Barbour Bedale que hoje veste um neto foi, provavelmente, o mesmo que o avô usou nos anos 80 — só ligeiramente mais desgastado, o que na Barbour não é defeito, é currículo. A marca britânica chegou à XTREME com os seus casacos encerados mais icónicos, o Bedale e o Beadnell, a par de coletes e acolchoados como o Annandale e o Liddesdale Quilted, e peças em fleece que preenchem os dias mais frios sem abdicar de estilo. Mais de 130 anos de heritage britânico, numa coleção pensada tanto para o campo como para a cidade.

Uma família, cinco gerações

A Barbour nasceu em 1894, numa praça de mercado em South Shields, no nordeste de Inglaterra, pela mão de John Barbour. O objetivo era simples: proteger marinheiros e operários do clima implacável britânico. Mais de 130 anos depois, a empresa continua nas mãos da mesma família — já na quinta geração — e sediada no mesmo lugar. É também em Simonside, South Shields, que se encontra a fábrica onde os icónicos Bedale e Beaufort continuam a ser feitos à mão.

Mas a Barbour não ficou pelo mar. Em 1936, a terceira geração da família levou a marca para as motos, com o lançamento do macacão Barbour International — peça que vestiu praticamente todas as equipas britânicas de motociclismo até 1977. Poucos anos depois, em 1939, a Segunda Guerra Mundial trouxe um novo desafio: nascia o fato de duas peças Ursula, que se tornaria equipamento padrão das tripulações de submarinos britânicos.

De Steve McQueen à Família Real

Em 1964, o ator Steve McQueen e a equipa norte-americana de motociclismo usaram o Barbour International numa competição na Alemanha Oriental — e a marca nunca mais seria apenas britânica. A partir daí, o reconhecimento tornou-se internacional, e também real: a Barbour recebeu três Alvarás Reais consecutivos, atribuídos pelo Duque de Edimburgo em 1974, pela Rainha Isabel II em 1982 e pelo Príncipe de Gales em 1987 — mantido até este subir ao trono, em 2023. Poucas marcas de vestuário conseguem somar Hollywood e a Família Real Britânica ao mesmo currículo.

O que significa "encerado"?

Quando um produto Barbour tem "Wax" no nome, já sabes o que esperar: uma camada de cera aplicada ao tecido que o torna resistente à água e ao vento — a razão pela qual estes casacos sobrevivem a décadas de uso em qualquer clima. No site da XTREME, a ficha técnica de cada produto indica qual das duas ceras foi aplicada.

A cera clássica, de 6oz, é a mais densa e duradoura, e também uma das opções mais antigas da marca. Já a cera leve, de 4oz, pesa cerca de 75% do peso da versão clássica sem abdicar da resistência. Em ambos os casos, a vida útil do casaco pode ser prolongada através da reaplicação da cera — um produto vendido na loja oficial da Barbour.

Cuidados e tamanhos: o que precisas de saber antes de comprar

No site da XTREME, encontras em cada peça Barbour uma pequena descrição seguida da lista de materiais e cuidados — vale a pena consultar antes de comprar. Na dúvida, as etiquetas no interior dos bolsos costumam ter a mesma informação. E já que falamos em cuidados: estes casacos encerados não vão à máquina. Limpa apenas com uma esponja, evitando processos mais agressivos que danifiquem a camada de cera.

Sobre tamanhos: aqui está o ponto onde surgem mais dúvidas. Na Barbour, o vestuário de mulher usa numeração britânica (UK), e o de homem varia consoante o produto — não existe uma tabela única que sirva para tudo. Por isso, antes de finalizar a compra, consulta sempre o guia de tamanhos disponível na XTREME para confirmares o fit certo para ti.

Uma peça pensada para durar

Isto resume-se a uma ideia simples: uma peça bem feita não se estraga com o tempo — envelhece bem. Entre o Bedale, o Beadnell, os acolchoados Annandale e Liddesdale Quilted, ou as peças em fleece, a coleção Barbour na XTREME cobre desde o dia de chuva ao frio seco de inverno, sempre com a mesma lógica por trás: tecido resistente, corte que não sai de moda, e uma marca que dá tanta importância a ensinar-te a cuidar da peça como a fazê-la bem feita.